sábado, 26 de janeiro de 2008

Era um muro... Na verdade, pra mim era um labirinto, não sei ao certo!
Eu só conseguia ouvir os sussurros que saiam de lá de dentro, trazidos pelo vento...

Até hoje não sei ao certo o que tinha lá dentro... Tropecei na minha covardia e fiquei do lado de fora, apenas usando a minha imaginação, tentando viver o que não podia o que não me pertencia, o que não me cabia pela minha falta de atitude...

Tudo isso hoje se mistura a varias coisas que eu não sei explicar...
Um monte de palavras que me torturam e me angustiam de tal maneira que não consigo, nem de longe, esboçar qualquer tipo de reação perante a vida.

Quero tudo, quero todos, e sempre acabo perdida no meio dos meus pensamentos insanos... Caída no meio de tantos devaneios... Contradições que embriagam meu ser, e por mais que eu tente, eles não se dissolvem da minha essência tosca e confusa...

Tudo que eu faço ao fim só me resta um choro calado de quem espera por algo, por alguém que consiga me explicar o que acontece comigo, mas nada de explicações chulas e simplistas... Não mereço ser engambelada com historias clichês e cheia de caminhos tortuosos, que só servem para confundir mais ainda a minha cabeça e me afastar do meu verdadeiro sentido.

Sinto-me ridícula por ser assim, e até acho graça das coisas que escrevo, pelo simples fato de pensar que eu realmente sei de alguma coisa, e me iludir que sou grande diante da minha própria existência.

A vida pra mim, são pequenos detalhes, que eu vivo fazendo uma tremendo esforço para não se apegar a eles... O pior é que não sei ser diferente, e no fim percebo que essa é a minha sina, de carregar o fato de ser eu mesma.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tento acreditar que foi um sonho
Nossa... Pra explicar ou entender vai ser foda
Um rolo compressor como se fosse o mais fudido
devastador impacto fulminante
Não me restou uma saída ou outra chance, não
Por um instante pensei que era aquilo e só
Tristeza de dar dó, desilusão com tudo
Caiu meu mundo eu me senti só o pó
A gente acredita, vai e se dedica, mata, morre por
alguém
por algo que se tem
Porém, no escuro, pelas costas vem um tiro
fecham-se as cortinas e você não é mais ninguém
última cena, último ato, a dor...
Porcos festejam sobre o corpo de um defensor
Que dedicou... enfim... o máximo de si
que então tentou, então tentou e se fodeu no fim
Não sou ator, isso aqui não é novela
Real realidade, eu faço parte dela
Não tô entre um comercial e outro e tal
Passando a rola e pá na pilantra da atriz principal
Eu tô falando de traição, de pilantragem
Minha poética versão, minha verdade
Mais apurada sincera que deus me deu
Até parece que foi sonho meu

Sonho meu... Até parece que foi sonho meu
Sonho meu... Como faz falta um abraço seu
Não vejo a hora de isso tudo acabar
Me dá uma chance, eu quero acreditar
Que nada dessa porra aconteceu

Seis da manhã
A insônia me pegou, me fodeu, trouxe a lembrança
Nada de chá, nada de café
Eu quero é um gole de amor, de esperança
Paz de criança dormindo, ligou?
A tática perfeita, o respeito, o amor...
O coro Oh! oh! A gíria morou!?
A úultima ponta de luz, puxou?
Talvez um dia lá você esteja louco, lá
Com o dedo no gatilho, suando frio pronto pra atirar
Firmeza, seu mano, e você firmeza
O plano definido, a fita derradeira
Não falo de contrato, eu falo de amizade
O fato é o que eu falo e o que eu faço é com
cumplicidade
Na malandragem do bem quem liga ligou
Sou quem rima o terror, tô na paz do Senhor
Ei, meu mano, num atirou pipocou
Faltou disposição na ladeira, me abandonou
Aonde estou, que treta, que fita
Esta é minha vida eh... cê acredita?
Em um instante tudo se perdeu
Quem é você, me responde quem sou eu?
O fim da linha por um erro que cê cometeu
Até parece que foi sonho meu...

Sonho meu... Até parece que foi sonho meu
Sonho meu... Como faz falta um abraço seu
Não vejo a hora de isso tudo acabar
Me dá uma chance, eu quero acreditar
Que nada dessa porra aconteceu

Fui humilhado, tratado como um nada, um bosta
Inocente ou culpado agora não importa, bosta!
Perdi a vida, fecharam-se as portas, bosta
Não tive média, me expulsaram da escola, bosta
Minha ferida não cicatriza, é foda
Tudo o que passei, o que sofri, quem se incomoda?
Como é foda saber que a causa é uma bosta
E a conseqüência na sua cara engatilhada, é foda
Passa o dia, passa a hora, passa o tempo... passa a
bola
É foda, minha memória infectada descontrola
abala o corpo e sobra a alma pra vitória, bosta
Um pobre dialeto que me sobra, vi violência pura
me tortura, como é foda, sonho um dia ser feliz
Sair da bosta, um salve pras cadeias do país
Paz e Glória...

Sonho meu...
Até parece que foi...
Sonho meu

domingo, 6 de janeiro de 2008

Não era nada...

Hoje, o mar dançou no céu
E fez uma canção de amor que
um dia se esqueceu e noutro dia se perdeu com as ondas
dessa costa litorânea de amor
Vai mais longe que o céu desta casta angolana vem os
versos do luar, em ondas de amor, subo as costas desse
mar
dessas cartas espontâneas, em espasmos repentinos
eu lhe disse não era nada...
eu lhe disse não era nada...