-Ela me parece tão distante!
...talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, uma garota com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidas.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?
[O Fabuloso Destino de Amélie Poulain]
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
.
Acho que a única coisa que eu queria,
é que vc me falasse com todas as letras que sente minha falta...
cansei de recados subliminares e textos que não se sabe ao certo o destinatario..
quero suas palavras e escutar a falta que eu faço pra vc.
Isso é pedir muito??
eu só quero um sinal verde..um sinal direto de que vc sente a minha falta.
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Acho que a única coisa que eu queria,
é que vc me falasse com todas as letras que sente minha falta...
cansei de recados subliminares e textos que não se sabe ao certo o destinatario..
quero suas palavras e escutar a falta que eu faço pra vc.
Isso é pedir muito??
eu só quero um sinal verde..um sinal direto de que vc sente a minha falta.
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
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A pois...
Hoje é 23 de dezembro, véspera de natal.
Nessas datas comemorativas, principalmente nos festejos natalinos, expurga-se os sentimentos mais singelos e delicados que a maioria das pessoas conseguem ter pelo seu proximo. Pena que são tão efêmeros e frágeis quanto os adornos natalinos.
Natal é um dia que de uma certa forma se assemelha com seu velório...
a data propicia que todos os seus comportamentos escrotos e deliquentes sejam "esquecidos" ou até mesmo "perdoados", mesmo que isso dure apenas o tempo que você permanece na roda de conversa...acho que o melhor conselho de natal, seja:
-Seja o último a ir embora da festa!!
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A pois...
Hoje é 23 de dezembro, véspera de natal.
Nessas datas comemorativas, principalmente nos festejos natalinos, expurga-se os sentimentos mais singelos e delicados que a maioria das pessoas conseguem ter pelo seu proximo. Pena que são tão efêmeros e frágeis quanto os adornos natalinos.
Natal é um dia que de uma certa forma se assemelha com seu velório...
a data propicia que todos os seus comportamentos escrotos e deliquentes sejam "esquecidos" ou até mesmo "perdoados", mesmo que isso dure apenas o tempo que você permanece na roda de conversa...acho que o melhor conselho de natal, seja:
-Seja o último a ir embora da festa!!
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
.
-Tá, morreu mas eu não posso ficar no prejuizo!
-Depois a gente fala disso..não é momento!
O sofrimento em alguns casos dignifica e consegue nos salvar de nossos maleficios...dos abismos que inventamos para justificar os comportamento esgoita que possuimos.
A dor é de quem sente...isso eu tenho mais que certeza, como dizem alguns, certeza absoluta! Porem a falta de respeito com que se é tratada a dor alheia é revoltante...
-Olha a face serena dela...tão palida e inconscientemente feliz de alguma forma. Partiu deixando para tras tudo pelo qual sempre lutou, e agora percebeu que nada disso tinha importancia.
-Que nada rapaz...tinha uma grande coração, mas uma lingua miseravel...isso que crescia nela era a falta de DEUS...num aceitou JESUS..ai ó..acabou assim...
-Falta de Deus?? Quem és tu irmã para julgar tão segura assim??
-Eu? Eu sou o caminho da verdade...eu ando com a biblia irmã...aceitei Jesus! Aleluia!
Um vazio ficou, uma lacuna em aberto...como cantava Dominó, o mundo em volta da ferida! [ que lembrança cretina essa ]
Mais um caminho seguido e cumprido. Com suas linhas tortas te tanta vodka, mas que nunca faltou com a verdade de seus sentimentos...feliz com todo o seu suplicio e sua bondade mal interpretada...agora mais ninguem vai perguntar sobre meus oculos!
Com amor de sua sobrinha querida!
-Tá, morreu mas eu não posso ficar no prejuizo!
-Depois a gente fala disso..não é momento!
O sofrimento em alguns casos dignifica e consegue nos salvar de nossos maleficios...dos abismos que inventamos para justificar os comportamento esgoita que possuimos.
A dor é de quem sente...isso eu tenho mais que certeza, como dizem alguns, certeza absoluta! Porem a falta de respeito com que se é tratada a dor alheia é revoltante...
-Olha a face serena dela...tão palida e inconscientemente feliz de alguma forma. Partiu deixando para tras tudo pelo qual sempre lutou, e agora percebeu que nada disso tinha importancia.
-Que nada rapaz...tinha uma grande coração, mas uma lingua miseravel...isso que crescia nela era a falta de DEUS...num aceitou JESUS..ai ó..acabou assim...
-Falta de Deus?? Quem és tu irmã para julgar tão segura assim??
-Eu? Eu sou o caminho da verdade...eu ando com a biblia irmã...aceitei Jesus! Aleluia!
Um vazio ficou, uma lacuna em aberto...como cantava Dominó, o mundo em volta da ferida! [ que lembrança cretina essa ]
Mais um caminho seguido e cumprido. Com suas linhas tortas te tanta vodka, mas que nunca faltou com a verdade de seus sentimentos...feliz com todo o seu suplicio e sua bondade mal interpretada...agora mais ninguem vai perguntar sobre meus oculos!
Com amor de sua sobrinha querida!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
. Well I don't feel better When I'm fucking around And I don't write better When I'm stuck in the ground So don't teach me a lesson Cause I've already learned Yeah the sun will be shining And my children will burn oh the heart beats in its cage I don't want what you want I don't feel what you feel See I'm stuck in a city But I belong in a field yeah we got left, left,left, left,left, left, left Now it's three in the morning and you're eating alone oh the heart beats in its cage All our friends, they're laughing at us All of those you loved you mistrust Help me I'm just not quite myself Look around there's no one else left I went to the concert and I fought through the crowd Guess I got too excited when I thought you were around oh he gets left, left, left, left, left, left, left I'm sorry you were thinking I would steal your fire. oh the heart beats in its cage yes the heart beats in its cage alright oh the heart beats in its cage
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
"Alice afastou com delicadeza a mecha de cabelo que lhe perturbava. Quando já estava cansada de levar a mão nos fios que já estavam ficando oleosos, assoprava para que tomasse distância e retornassem ao rosto como um vendedor insistente. Os fios, de um alaranjado-claro artificial, lisos, perturbavam um rosto calmo, um rosto apático. A impressão de calma nada mais era do que um disfarce de um rosto deprimido. Uma depressão com certa personalidade. Com certa intimidade. E perguntava-se, por que não nascera Isabel? Por que a vida lhe destinara ser Alice? Por que a vida lhe destinara tudo aquilo que ela não pedira? Um corpo magrelo, apático. Um olhar triste, e ao mesmo tempo penetrante. Um olhar apático. Considerava-se a pessoa mais apática que já existira. Talvez só perdesse o posto para o feirante de domingo. Um feirante, um rosto, um bigode. Uma barraca de laranjas amarelas. Nada mais era do que aquilo. Ninguém o obrigava a ser. Ninguém o obrigava a ser um homem. Não era nada convencional. Até o sol resolvera ser cruel com Alice. Desde que o verão se iniciara, sua pele havia adquirido manchas vermelhas de queimadura. E mais do que nunca ela desejara ser como Madalena. A médica de pele morena. A médica de vida morna e voz suave. As pernas inquietas do banco ao lado demonstravam impaciência. Com um sorriso esquálido, Alice quase deixava a língua lhe vencer os dentes e pedir para que a pessoa se aquietasse. Ah, malditas pernas, ela pensava. Mais um minuto ali a enlouqueceria. Desejava mais do que nunca estar em casa. Não ter de passar por tudo aquilo. Mas sua casa lhe perturbaria, também. Estava se tornando uma garota chata, ranzinza. Tudo lhe incomodava. Não era mais a mesma de alguns tempos atrás. Mas quem é? Por que eu devo ser então? Estava cansada de cobranças e mais cobranças. Não era como o feirante. Cada dia mais as pessoas exigiam dela o que ela não podia, o que ela não queria. Era uma garota, apenas isso. Não tinha de ficar fazendo o papel de nada, nem de filha, nem de mãe, nem esposa ou namorada. Não queria compromissos. Desejava um filho, não agora, mas era algo que desejava. Mas tinha medo. Um medo racional. Ou um medo traumatizado. Não sabia o bem. Não tivera bons exemplos em casa, não tinha sido a filha ideal, não era feliz. A infelicidade era a satisfação alheia, uma voz suave, um tanto efusiva, lhe chamava. Vamos? Madalena era a médica psiquiatra de Alice há dois anos. Já nem sabia mais por qual motivo procurara a médica, mas sabia que as consultas tinham sem tornado a droga de cada dia. Tornara-se uma viciada. Viciada em falar, em atropelar acontecimentos, eu sugar todo o tempo que Madalena tinha a lhe oferecer. Necessitava de alguém que a escutasse, mesmo sendo alguém que recebesse para isso. Alice não ligava. Não queria conselhos, não queria placebos, queria ouvidos, ouvidos físicos. Não era carência afetiva, era apenas carência. Quase sem ao menos dirigir um olhar de cumprimento para a médica, Alice começou a dissertar sobre as desventuras. Imaginava sofrer o mal de toda a humanidade, mas sabia que no fundo, era penas uma garota mimada. Mimada pelas circunstâncias, e não por carinho familiar. Sua família não era nenhum tipo de monstro-familiar. Alice que era diferente demais. Mas sabia que sua família sabia ser infeliz à sua maneira".
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
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Hoje eu vou dizer que te amo só pra te assustar.
amanhã eu vou jogar uma bomba na praça e sorrir.
ontem eu traí todo mundo. e você? até você?
vamos ouvir uma música e achar uma bosta?
vamos dar risada de toda a dor.
vamos beber até cair no chão, babar e amar e amar e amar e amar-amor.
amor incontido sofrido e querendo.
cuidado comigo. a minha faca de plástico pode te cortar.
sexo. sexo. exo. eco. co. cora. gem. cora. ção. can. ção.
eu vou eu vou pra casa agora eu vou...
me corrompa.
te corroborarei-ei-lo-ia.
tico e teco. teco teco teco. bum.
maconhaaaaaaaaaaaaaaaahahahaha!
um beijo na sua testa infestada de pensamentos tortinhos.
adeus.
deus.
adeus, deus.
vou derreter a sua tela e me pintar nela.
e nua. nua nua nua nua.
só. nós. dois. para mudar o mundo.
o nosso mundo. aquele de todo mundo nosso santo osso.
mundico. mesmo.
olha o vinho. tá passado. mas tá bom. porque eu tô feliz.
amar é que é revolução.
vagabundo é mau.
e eu adoro.
vagabundo no fundo é bom.
e eu adoro.
pop.
pop.
art.
e.
brasil. brasileiro. bazuka.
fundindo a kuka e fazendo um som aí aqui caqui.
caí.
compondo. sompondo. som pondo som.
até.
lá e eu e eu eu eu ieu.
quem vai se mudar?
quem quer comprar banana.nanica.na.na.ni.na.não?
e vamos para frente que o passado é uma coisa um pouco distante já agora.
e te encontro logo ali, no meu nosso amanhã bonito quase quase real.
pi-ti-chau-xau!
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[Ana Cañas]
Hoje eu vou dizer que te amo só pra te assustar.
amanhã eu vou jogar uma bomba na praça e sorrir.
ontem eu traí todo mundo. e você? até você?
vamos ouvir uma música e achar uma bosta?
vamos dar risada de toda a dor.
vamos beber até cair no chão, babar e amar e amar e amar e amar-amor.
amor incontido sofrido e querendo.
cuidado comigo. a minha faca de plástico pode te cortar.
sexo. sexo. exo. eco. co. cora. gem. cora. ção. can. ção.
eu vou eu vou pra casa agora eu vou...
me corrompa.
te corroborarei-ei-lo-ia.
tico e teco. teco teco teco. bum.
maconhaaaaaaaaaaaaaaaahahahaha!
um beijo na sua testa infestada de pensamentos tortinhos.
adeus.
deus.
adeus, deus.
vou derreter a sua tela e me pintar nela.
e nua. nua nua nua nua.
só. nós. dois. para mudar o mundo.
o nosso mundo. aquele de todo mundo nosso santo osso.
mundico. mesmo.
olha o vinho. tá passado. mas tá bom. porque eu tô feliz.
amar é que é revolução.
vagabundo é mau.
e eu adoro.
vagabundo no fundo é bom.
e eu adoro.
pop.
pop.
art.
e.
brasil. brasileiro. bazuka.
fundindo a kuka e fazendo um som aí aqui caqui.
caí.
compondo. sompondo. som pondo som.
até.
lá e eu e eu eu eu ieu.
quem vai se mudar?
quem quer comprar banana.nanica.na.na.ni.na.não?
e vamos para frente que o passado é uma coisa um pouco distante já agora.
e te encontro logo ali, no meu nosso amanhã bonito quase quase real.
pi-ti-chau-xau!
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[Ana Cañas]
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